sexta-feira, 15 de novembro de 2013

   Mesmo depois de morrer o avô continuou a frequentar o mesmo café, a cumprimentar todas as pessoas como sempre fizera, as vivas e as mortas. A cadeira dele ficava virada para a muralha.
   Estou no interior de um prédio. É um edifício enorme e percorro os pisos tentando encontrar uma determinada porta. Subo pequenas escadas e entro e saio de elevadores, cruzo-me com pessoas com quem não consigo comunicar. Como se fossem de uma língua estrangeira. Certas portas causam-me um verdadeiro mal-estar, prevejo coisas horríveis por trás delas. Chego a um andar com um patamar amplo e iluminado pelo sol. Há alguns brinquedos no chão. Reconheço-os, são de um filho meu. Há uma carta, junto a eles. É uma carta que tenho que abrir. Pego nela e lá dentro, uma fotografia dele ao colo da mãe e nela escrito, "Já o tenho e já saímos daqui, beijos".

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Comovo-me escondido,

dia após dia, ano após ano,

vou-me cansando de ser humano.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os portões dessa cidade foram por fim derrubados

deixando entrar a horda sedenta

quinta-feira, 5 de julho de 2012

-Espero que saibas o que estás a fazer, porque eu sinto que perdi por completo o meu chão.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Depois de meses a tentar, conseguiu finalmente, da sua poltrona, enfiar o boné na cabeça do bebé.

sábado, 30 de junho de 2012

1 do 7