sexta-feira, 15 de novembro de 2013

   Estou no interior de um prédio. É um edifício enorme e percorro os pisos tentando encontrar uma determinada porta. Subo pequenas escadas e entro e saio de elevadores, cruzo-me com pessoas com quem não consigo comunicar. Como se fossem de uma língua estrangeira. Certas portas causam-me um verdadeiro mal-estar, prevejo coisas horríveis por trás delas. Chego a um andar com um patamar amplo e iluminado pelo sol. Há alguns brinquedos no chão. Reconheço-os, são de um filho meu. Há uma carta, junto a eles. É uma carta que tenho que abrir. Pego nela e lá dentro, uma fotografia dele ao colo da mãe e nela escrito, "Já o tenho e já saímos daqui, beijos".

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